 Sábado, Março 18, 2006
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O SILÊNCIO
Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso
do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados
nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver
como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver
como se comportam.
Observa o homem branco para ver
o que querem.
Sempre observa primeiro,
com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente,
então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio,
ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente,
mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que
o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso
e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar,
eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo
se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão
sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo,
a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado
e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras
como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que
a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
Menkaiká
"Não sofremos de falta de comunicação,
mas ao contrário,
sofremos com todas as forças
que nos obrigam a nos exprimir
quando não temos grande coisa a dizer".
posted by Nakai at Sábado, Março 18, 2006
 Segunda-feira, Outubro 10, 2005
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GATHERING OF NATIONS POWWOW
& MISS INDIAN WORLD 2005
posted by Nakai at Segunda-feira, Outubro 10, 2005
 Terça-feira, Junho 08, 2004
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O Senhor do Tempo Frio
Há muito tempo que as brisas frescas vinham prevenindo
os gansos da chegada da estação fria e o constante
"honc, honc" vindo de cima dava a entender aos índios
que a migração das aves havia começado.
Os caçadores de búfalos Blackfoot, uma tribo algonquina,
estava fora em busca de vestimentas e de carne que os
manteriam quentes e lhes dariam abundância durante as
desoladas luas do inverno. Lontra Sagrada tivera sorte.
Tinha caçado bastantes búfalos e estava agora atarefado
esfolando-os. Mas enquanto os guerreiros manuseavam
as suas facas com destreza, não perceberam as nuvens
negras que prenunciavam uma grande tempestade ao norte.
De repente, as nuvens despencaram dos céus como um vôo
de águias negras e, com um trovão, a nevasca estava em
cima deles. Lontra Sagrada e o seu filho abrigaram-se
debaixo da carcaça de um búfalo morto para se protegerem.
Mas o ar estava tão gelado, que ele sabia que deveria
encontrar um outro abrigo me lhor, se não quisessem morrer
exposto ao vento. Por isso, construiu uma pequena tenda,
com a pele de búfalo e ambos se recolheram dentro dela.
A neve rapidamente começou a acumular-se em volta do
abrigo, fazendo com que seus ocupantes dormissem cedo,
devido a temperatura agradável no interior. Enquanto dormia,
Lontra Sagrada sonhou.
Lá longe ele viu uma grande tenda de cor dourada e pintado
com um grupo de estrelas que representavam o norte.
O círculo rubincundo do sol estava representado ao fundo
e a ele estava fixada a cauda do Búfalo Sagrado.
A parte inferior da tenda pintada de maneira a representar
o gelo e do lado tinham sido desenhadas quatro patas
amarelas com garras verdes, típicas do Pássaro Trovão.
Um búfalo vermelho olhava com expressão carrancuda
por cima da porta, enquanto molhos de penas de corvo com
pequenos sinos atados, balançavam e ressoavam ao vento.
Lontra Sagrada, surpreso com a originalidade das pinturas,
deixou-se ficar em frente a tenda admirando sua decor ação,
quando de repente uma voz pergunta:
"Quem esta aí fora? Entre, entre!"
Lontra Sagrada entrou e encontrou à sua frente um homem
alto, de cabelo branco e usando uma túnica branca,
sentado ao funda da tenda.
Lontra Sagrada sentou-se, mas o dono da tenda nem
sequer olhou na sua direção, fumando silenciosamente seu
cachimbo. Diante dele estava um altar de barro, sobre o
qual havia junípero tal como na Cerimônia do Sol.
A sua cara estava pintada de amarelo com um risco
vermelho na zona da boca e outro atravessando os olhos
até às orelhas. No peito usava uma pele de marta e em
volta da cintura tiras de pele de lontra, das quais pendiam
alguns sinos. Durante muito tempo guardou silêncio,
mas finalmente, pousou o seu cachimbo de pedra preta e
dirigiu-se a Lontra Sagrada nos seguintes termos:
"Eu sou Es-tonea-pesta, o Senhor do Tempo Frio e esta
é minha morada a Tenda da Neve, também conhecida
como Abrigo da Pintura Amarela. Eu controlo e envio a
neve e o vento cortante das t erras do norte. Estás aqui
porque me apiedei de você e do seu filho que contigo
foi apanhado pela nevasca.
Leva contigo esta tenda da neve com os seus símbolos
e medicinas, e leve também esta bolsa da marta para
tabaco, este cachimbo de pedra negra e o meu poder
sobrenatural. Quando voltares ao teu acampamento
terás de fazer uma tenda semelhante a esta."
O Senhor do Tempo Frio explicou rapidamente a
Lontra Sagrada os símbolos que ele teria de usar
ao pintar a sua própria tenda e ensinou-lhe as
canções e rituais necessários para o fazer.
Nessa altura, Lontra Sagrada acordou e verificou
que a tempestade tinha abrandado um pouco.
Assim que lhes pareceu seguro, saíram do seu
abrigo e começaram o caminho de volta a casa,
com neve pela cintura. Lontra Sagrada passou
muitas longas e frias noites a construir um modelo
igual à tenda da neve e pintando-a tal como lhe
tinha sido explicado no sonho.
Recolheu também as plantas medicinais
necessárias para a cerimônia e, na Primavera,
quando novos abrigos foram feitos, ele construiu
e pintou a tenda da neve.
O poder de Lontra Sagrada aumentou muito
devido ao abrigo da neve cuja posse lhe fora
concedida pelo Senhor do Frio durante seu
sonho. Este poder rapidamente mostrou não ser
apenas um sonho. Mas uma vez, enquanto
caçava búfalos, Lontra Sagrada e alguns
companheiros foram apanhados por uma
nevasca a poucas milhas do acampamento.
Perante a situação, pediram a Lontra Sagrada
para utilizar a medicina do Senhor do Tempo Frio.
Ordenando que as mulheres e crianças que os
acompanham fossem postas em trenós e que os
homens fossem na frente a abrir caminho na neve
para os cavalos poderem passar, ele tirou o tabaco
da sua bolsa de marta e cachimbo de pedra negra
e começou a fumar. Soprou o fumo para o lugar de onde
viera a tempestade e orou ao Senhor do Tempo Frio
para que tivesse piedade daquelas pessoas.
Gradualmente, as nuvens foram desaparecendo
e em todo lado se via o azul do céu.
As pessoas apressaram-se de volta para o
acampamento pois sabiam que a nevasca tinha
sido retida por pouco tempo.
Mas o acampamento estava perto e eles
chegaram são e salvos.
Porém, Lontra Sagrada nunca mais utilizou o
seu poder místico, visto pensar que poderia
ofender o Senhor do Tempo Frio.
posted by Nakai at Terça-feira, Junho 08, 2004
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Prece da Paz
Oh grande espírito de nossos antepassados,
eu levanto-lhe minha devoção para ti;
A seus mensageiros dos quatro ventos,
e à mãe terra que fornece para suas crianças.
Dê-nos a sabedoria para ensinar nossas
crianças a amar, respeitar, e ser amáveis com
os outros, de modo que possam crescer
com a paz na mente.
Deixe-nos aprender a compartilhar de todas
as coisas boas que você fornece para nós nesta terra.
posted by Nakai at Terça-feira, Junho 08, 2004
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Lenda da Dança dos Búfalos
Era a época da "Lua em que os lobos se reúnem",
o frio estava intenso e neve ofuscava os olhos de todos na tribo.
Nunca tinha havido um inverno tão rigoroso como aquele,
a fome tirava a resistência dos membros da tribo e o choro
da morte era uma constante entre eles. Nos outros anos
os guerreiros localizavam as manadas dos búfalos e
conduziam-na até a beira do precipício e lá derrubavam
o número de animais necessários para fornecerem carne
e peles para sobreviverem durante o inverno. Mas nesse ano
a estória era diferente, pois quando os búfalos chegavam
a beira do precipício eles se desviavam da beira e voltavam
para o meio da pradaria.
Numa certa manhã, uma jovem levantou cedo para buscar
água na beira do rio para seus familiares. Na saída da tenda
ela avistou a manada na beira do precipício. Vendo-os,
ela exclamou: "Se vocês pulassem e o meu povo tivessem
comida suficiente para sobreviver, eu casaria com qualquer
um de vocês". Imediatamente todos começaram a pular.
Que surpresa ela teve ao ver aquela cena. Surpresa maior
ela teve quando um deles chegou para ela e disse: "Ok,
mocinha, vamos lá".
"Não!", reagiu a jovem.
"Como não?" perguntou o búfalo grandalhão. "Você
prometeu que casaria com um dos nossos e nos
cumprimos a nossa parte." Ele a pegou pelo braço
e levou-a para a montanha dos búfalos.
Quando os parentes da jovem acordam, perguntam
entre si porque a jovem ainda não voltou com a
água. O pai da jovem resolve procura-lá e, como
um grande guerreiro consegue ver nas pegadas
o que se passou com sua filha. Ela volta a sua
tenda, pega sua roupa de caça e suas armas e
parte em busca da filha.
Depois de seguir as pegadas durante horas, ele
para no brejo para descansar e pensar no que
irá fazer para encontrar sua filha.
E quando surge uma gralha que fica pulando ao
seu redor de galho e galho, até que o pai da
jovem pergunta: "Querido pássaro, minha filha
foi levada p or um búfalo. Você a viu com um
desses animais?"
"Sim, a algum tempo eu vi uma bela jovem
entre eles". "Você poderia ir até lá e avisar
para ela que eu estou aqui?", perguntou o pai.
A gralha levantou vôo e encontrou a jovem
entre os búfalos que se encontravam dormindo.
Bicando a terra, chega para a jovem e diz:
"Seu pai está te esperando lá no brejo".
"Há meu querido pai, é muito perigoso ele ficar
aqui perto. Fale-lhe que me espere, que eu vou
ter com ele quando puder. " disse a jovem nervosa.
Nesse instante o búfalo grandalhão levanta,
arranca um dos chifres e manda: "Vá buscar
água para mim". Ela pega o chifre e vai até o
brejo onde encontra o pai, que a segura e fala:
"Vamos embora".
"Não posso, " diz a jovem. "É muito perigoso,
deixe que eu vou dar um jeito."
Ela enche o chifre d'água e volta para o búfalo
grandalhão, que bebe e fala: "Fum, fum, sinto
cheiro de duas pernas no ar."
"Não!" fala a jovem.
"Sim!" exclama o búfalo grandalhão, que sai
correndo em direção ao brejo com toda manada
atrás de si, que mergulham na lama do brejo
esmagando o pai da jovem.
Ela chora compulsivamente, e o búfalo
grandalhão pergunta o por que daquele choro.
"Era o meu pai." Responde a jovem.
"Realmente era seu pai que você perdeu, mas
nós perdemos todos nossos parentes para
alimentar sua tribo."
"Está certo, mas era meu querido paizinho".
Disse a jovem ainda chorando.
O búfalo grandalhão sente compaixão por ela e diz:
"Se você conseguir ressuscitar o seu pai, eu te
deixarei livre para voltar a sua tribo."
Então ela chamou a gralha e pediu para que ela
bicasse a terra para ver se encontrava um pedaço
do seu pai. A gralha obedeceu e começou a bicar
até encontrar a espinha dorsal do pai da jovem.
"Encontrei algo."Falou a gralha.
"Eu acho que serve". Respondeu a jovem. Ela
colocou a espinha do pai no chão, rasgou um
pedaço de seu vestido e colocou sobre a espinha
e, começou a cantar um canto mágico. Aos poucos vai
surgindo uma figura debaixo do pano parecida com
seu pai, ela passa a entoar o canto cada vez mais
forte e o pai se ergue do chão para espanto dos búfalos
que exclamam: "Puxa! Por que você não faz o mesmo
com o nosso povo? Por que não nos devolve a vida
depois de matar-nos? Vamos ensinar a nossa dança para
vocês.
E após nos abaterem no precipício, dancem essa dança
e entoem o seu canto mágico que voltaremos todos os
anos para alimentar vocês."
posted by Nakai at Terça-feira, Junho 08, 2004
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A Grandeza do Ser
"A grandeza de um homem pode ser medida pela sua
capacidade de serviço ao próximo, de humildade e de amor.
Os homens grandes chamam a atenção e projetam sombra,
mas os grandes homens, onde quer que se encontrem,
tornam-se claridade inapagável, apontando rumos libertadores.
Os verdadeiros heróis se ignoram, preocupados que vivem em ajudar
mais do que fazer a propaganda dos próprios atos. Torna-te um deles,
no silêncio das tuas realizações e na grandeza da tua pequenez."
Joanna de Angelis
posted by Nakai at Terça-feira, Junho 08, 2004
 Terça-feira, Dezembro 23, 2003
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"Não julgue seu vizinho até andar duas luas nos mocassins dele."
"O primeiro sinal de vida espiritual é o desapego."
"Nosso falar deve ser ameno, gentil, amoroso e sempre a serviço
do bem, do amor e da verdade."
posted by Nakai at Terça-feira, Dezembro 23, 2003
 Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
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TERRA DOS SONHOS
Na escuridão. Nas sombras. Entre o por do sol e o alvorecer.
É um lugar que poucos estejam cientes, é um lugar aonde poucos vão.
É uma obscuridade do lugar como a meia-noite, ele é um lugar brilhante como o dia.
É um lugar de memórias enterradas, onde as esperanças e os sonhos sejam armazenados afastados.
É um lugar onde as verdades não podem ser escondidas.
É um lugar onde as mentiras não podem ser ditas.
É o lugar onde a vida começa, ele é a Terra dos Sonhos da alma.
posted by Nakai at Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
 Terça-feira, Novembro 25, 2003
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OS VIAJANTES
Através da névoa da manhã, montam em seus cavalos como o vento.
O eco dos raios...trovejando, quando examinam para trás. A terra que montam,
estava selvagem e livre. Como tinha sido uma vez. E agora montam na velocidade
da luz que tenta alcançar a extremidade. O fim à maneira de vida...onde eram sábios
tão por muito tempo como foram. Montam através da pradaria aonde os rebanhos dos grandes búfalo vaguearam uma vez. Montam através dos vales e das florestas aonde os lobos tinham sido uma vez sua casa. Montam através dos altos da montanha aonde
as águias tinham voado uma vez. Montam durante todo a terra que tinha sido uma vez sua própria. Montam durante noites e dias, nunca parando para comer ou dormir. Montam com a esperança. Se mantiverem a montar, manterão a palavra. O fogo da
esperança vivo naqueles que remanescem. Assim, se você escutar com seu coração.
Você ouvirá acima do din. Como o desejo que carregam o espírito eterno do índio americano.
posted by Nakai at Terça-feira, Novembro 25, 2003
 Quinta-feira, Novembro 13, 2003
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ESPÍRITO DE LOBO
Canção para dar as asas do espírito.
A música de sua alma começa.
Através da terra intocada pelo tempo.
Os espíritos sagrados ensinam.
As vozes sussurram no vento.
Canções de mistura poderosa dos guerreiros.
Dentro de sua alma sua interrupção dos espíritos.
Dentro de sua canção seu inchamento nas vozes.
Vento e céu, lua e terra.
Cada uma parte do nascimento do espírito, despertam aqueles por muito mais tempo aqui.
Em sua canção é ouvido milhão de rasgos.
posted by Nakai at Quinta-feira, Novembro 13, 2003
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AINDA VIVO
Está silencioso no crepúsculo que escuta os sons da passagem da vida perto.
Ouve o búfalo morrendo e o grito sofrido da águia. Ouve o tremor da terra que está sendo pilhada e violada pelo homem, que acaba fazendo com asfalto e concreto cada lugar que pode. Ele escuta o lamento das águas que fluíram uma vez claramente e livres.
Agora são represadas e poluídas pelo lixo e pelos restos do homem. Seus olhos são enchidos com os rasgos e seu coração é enchido com a dor como pensa muitas nações, cujas vozes nunca mais serão ouvidas outra vez. Perdidos para toda eternidade suas histórias e tradições, vítimas do plano de exterminação do homem branco.
Mas no meio de toda sua dor, seu lamento e desespero, um raio da esperança brilha através da alma permanentes no ar. Mas apesar de todos seus esforços, porque tudo que tentaram, seus planos não eram bem sucedidos. O índio não morreu!
Marty Soaring Eagle
posted by Nakai at Quinta-feira, Novembro 13, 2003
 Quinta-feira, Novembro 06, 2003
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Em 1851, Seattle, chefe dos Suquamish e outras tribos indígenas americanas enviou uma carta considerada como sendo uma das mais bonitas e profundas declarações a favor do meio ambiente que já foram escritas.
A cidade de Seattle recebeu o nome deste chefe, cujo discurso foi a resposta a um tratado proposto pelo presidente americano tentando persuadir os indígenas a venderem dois milhões de acres por US$ 150.000,00.
A CARTA DO CHEFE SEATTLE
Como vocë pode comprar ou vender o céu, a quentura da terra?
A idéia é estranha para nós.
Se nós não possuímos a frescura do ar e o cintilar das águas, como poderemos comprá-los?
Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada pinheiro brilhante, cada praia com suas areias, cada neblina nas florestas escuras, cada clareira e cada inseto que zune é sagrado na memória e na experiëncia do meu povo. O fluído vital que percorre as árvores carrega as memórias do homem vermelho.
Com a morte os homens brancos esquecem o país do seu nascimento enquanto vagueiam entre as estrelas. Nossa morte nunca nos deixará esquecer esta bonita terra, porque ela é a mãe do homem vermelho. Nós somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, o cervo, o cavalo, a grande águia, são todos nossos irmãos. Os cumes rochosos, os sucos nas campinas, o corpo quente do pönei - tudo pertence à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda suas palavras dizendo que deseja comprar nossa terra ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda-nos dizer que nos reservará um lugar de tal maneira que nós possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Então nós consideraremos sua oferta de comprar nossa terra. Mas não será fácil. Porque essa terra é sagrada para nós. Essas águas brilhantes que se movem em correntes e rios não são somente águas, mas o sangue de nossos ancestrais. Se nós lhe vendemos a terra, vocë deve ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo pálido na água clara dos lagos fala de eventos e memórias da vida do meu povo. O múrmurio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede.
Os rios carregam nossas canoas, e alimentam nossos filhos. Se nós vendermos a vocë nossa terra, vocë deverá se lembrar, e ensinar a seus filhos, que os rios são nossos irmãos e seus, e vocë deve doravante dedicar aos rios a mesma gentileza que vocë dedicaria a qualquer irmão.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossa maneira de viver. Nossa porção de terra é para ele como qualquer outra porção de terra, porque ele é um estranho que vem no meio da noite e tira da terra tudo o que ele precisa. A terra não é como um irmão. É como seu inimigo. Depois de conquistá-la, ele a deixa abandonada e vai embora. Ele deixa o túmulo dos seus pais para trás, e não liga. Ele seqüestra a terra de seus filhos, e não liga. O túmulo de seus pais e o direito de herança dos seus filhos são esquecidos. Ele trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas, como ovelhas ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a terra e deixará para trás somente um deserto.
Eu não sei.
Nossa maneira de ser é diferente da maneira de vocës. A visão das suas cidades faz doer os olhos dos homens vermelhos. Não existe um só lugar tranqüilo nas cidades dos homens brancos. Nenhum lugar para ouvir o expandir das folhas na primavera ou o sussurro das asas dos insetos. O ruído somente parece insultar os ouvidos. E o que é a existëncia se um homem não pode ouvir o grito solitário do pássaro noturno ou os lamentos das rãs ao redor da lagoa durante a noite? Eu sou um homem vermelho e não entendo. Os índios preferem o som macio do vento batendo sobre a face de um lago e o cheiro do próprio vento, limpo pela chuva do meio-dia, ou perfumado com o aroma do pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho porque todas as coisas compartilham do mesmo ar. O homem branco não parece notar o ar que ele respira. Como um homem morrendo dia após dia, ele fica entorpecido diante do mau cheiro. Mas se nós vendermos à vocë nossa terra, vocë deverá lembrar que o ar é precioso para nós. Que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que ele sustenta.
O vento que deu a nosso avö seu primeiro fölego também recebe o seu último suspiro. E se nós vendermos à vocë nossa terra, vocë deverá mantë-la separada e sagrada como um lugar onde cada homem branco pode ir para provar o vento que é adoçado pelas flores da campina.
Então nós consideraremos sua oferta para comprar nossa terra. Mas se nós decidimos aceitá-la, eu imporei uma condição - o homem branco deve tratar os animais da nossa terra como seus irmãos.
Eu sou um selvagem e não entendo de outra maneira. tenho visto milhares de búfalos apodrecidos nas pradarias, deixados pelos homens brancos, que atiram neles quando passam nos seus trens. Eu sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro fumaçante pode ser mais importante que o búfalo que nós matamos somente para nos mantermos vivos.
O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais se forem, o homem morrerá de uma grande solidão do espírito. Tudo o que acontecer com os animais, brevemente acontecerá com os homens. Todas as coisas estão conectadas.
Vocë deve ensinar seus filhos que o solo debaixo dos seus pés são as cinzas dos seus avós. Assim eles respeitarão a terra. Diga a seus filhos que cada terra é enriquecida com as vidas dos seus parentes. Ensine a seus filhos que nós temos ensinado a nossos filhos que a terra é nossa mãe. O que acontecer com a terra acontecerá com os filhos da terra. Se os homens cospem sobre os solo, estão cuspindo neles mesmos.
Isso nós sabemos... a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão conectadas como o sangue que une uma família.
Mesmo o homem branco, cujo deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ser isento de um destino comum. Nós podemos ser irmãos, apesar de tudo. Nós devemos ver. Uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir... nosso deus é o mesmo.
Vocë pode pensar agora que possuí-lo como deseja possuir nossa terra. Mas não pode. Ele é deus do homem, e sua compaixão é igual tanto para o homem vermelho quanto para o branco. A terra é preciosa para ele, e causar dano à terra é desrespeitar seu criador. Os brancos também passarão... talvez mais cedo do que todas as suas outras tribos.
Contamine seu leito e vocë uma noite sufocará em sua própria sujeira.
Mas em sua ruína vocë refletirá claramente com emoção sobre a força do deus que trouxe vocë para esta terra e por algum propósito especial deu a vocë dominação sobre esta terra e sobre o homem vermelho.
Aquele destino é um mistério para nós, pois nós não entenderemos quando os búfalos estiverem todos abatidos, os cavalos selvagens todos domados, os cantos secretos das florestas oprimidos com o cheiro de muitos homens e a visão das colinas dilaceradas enfeiadas pelos fios que falam.
Onde está o mato?
Desapareceu.
Onde está a águia?
Desapareceu.
É o fim do sustento e o começo da sobrevivëncia....
TATANKA IYOTANKA
posted by Nakai at Quinta-feira, Novembro 06, 2003
COMENTE AQUI:
AINDA VIVO
Está silencioso no crepúsculo que escuta os sons da passagem da vida perto. Ouve o búfalo morrendo e o grito sofrido da águia. Ouve o tremor da terra que está sendo pilhada e violada pelo homem, que acaba fazendo com asfalto e concreto cada lugar que pode. Ele escuta o lamento das águas que fluíram uma vez claramente e livres.
Agora são represadas e poluídas pelo lixo e pelos restos do homem. Seus olhos são enchidos com os rasgos e seu coração é enchido com a dor como pensa muitas nações, cujas vozes nunca mais serão ouvidas outra vez. Perdidos para toda eternidade suas histórias e tradições, vítimas do plano de exterminação do homem branco. Mas no meio de toda sua dor, seu lamento e desespero, um raio da esperança brilha através da alma permanentes no ar. Mas apesar de todos seus esforços, porque tudo que tentaram, seus planos não eram bem sucedidos. O índio americano não morreu!
Marty Soaring Eagle
posted by Nakai at Quinta-feira, Novembro 06, 2003
 Quarta-feira, Novembro 05, 2003
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LIVRE
Há aqueles que procuram um trajeto do que não é significados andar, lá está aqueles que querem ouvir as coisas que não significam falar, lá são aqueles que querem aprender coisas que não significam saber, lá são aqueles que querem ver as coisas que nós não podemos mostrar. Demasiado muitos vão tentar assim ocupado ser o que não são, isso que nunca aprendem e apreciam o começo da nova era. Vestem-se acima; puseram penas em seu cabelo, põem "ocas" em seus quintais, e têm a jóia "índio" a desgastar. Mas apenas não compreendem, não parecem compreender, que não é nenhuma daquelas coisas que lhe fazem ser um "índio". Para o que você é, apenas é o que o criador o significou ser. E até aprenderá a verdade que você estará livre.
Livre para viver a vida o que tem significado viver, livre experimentar a alegria que andar em seu trajeto pode lhe dar.
Pare de tentar assim ser algo mais e então você estará livre; para apreciar esta coisa chamada vida, ser o que foi significado pra você ser.
Marty Soaring Eagle
copyright Jan, 2003
posted by Nakai at Quarta-feira, Novembro 05, 2003
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A DANÇA DA LUAEla dança com o vento, seu cabelo fundido selvagem e livre.
Seu lobo do espírito está mantendo a guarda, cara virada para a brisa.
Os olhos se conectam aos céus, onde a lua está cheia.
Escuta um sussurro silencioso da chamada dos espíritos.
A dança da lua é seu pêndulo, o espírito é seu deus.
Ouvem-se os cantos de longe, onde os pés são couro calçado. O cilindro bate rápido e oco; sua cara está molhada com rasgos.
Rasgos está misturada com o sorriso enquanto o lobo do espírito está próximo.
As estrelas que cintilam em cima, parecem cantar uma canção.
O lobo do espírito levanta para cima sua cabeça como se estivesse cantando longitudinalmente.
Um uivo quebra através do ar da noite, um grito distante assim forte.
Levanta os braços até o céu, a dança da lua começou.
posted by Nakai at Quarta-feira, Novembro 05, 2003
 Terça-feira, Novembro 04, 2003
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Discurso do índio Chefe Joseph:
Eu ouvi a conversa e falo e nada é feito. As palavras boas não duram por muito tempo a menos que atingem algo. As palavras não pagam por meus povos mortos. Não pagam por meu país. Não protegem a sepultura de meu pai. As palavras boas não trazem de volta as minhas crianças. As palavras boas não dão a meus povos a saúde boa nem os que não param de morrer. Eu estou cansado da conversa constante - fazem meu coração ficar doente. E eu recordo todas as palavras boas e promessas quebradas. Se o homem branco quiser viver na paz com o índio, nós podemos viver na paz. Não teremos nenhum problema. Trate todos os homens semelhantes. Dê-lhes a mesma lei. Dê-lhes a todos uma possibilidade uniforme de viver e crescer. Você pode também esperar que os fluxos dos rios funcionem. Como todo homem que acaba sendo um homem livre, deve tê-lo respeito quando aceito e a liberdade pedida para ir enquanto satisfaz. Nós pedimos somente uma possibilidade uniforme de viver enquanto outros homens vivem. Nós pedimos para ser reconhecidos como homens. DEIXE-ME SER UM HOMEM LIVRE. Livre para viajar. Livre para parar. Livre para trabalhar. Livre para escolher meus próprios professores. Livre para seguir a religião de meus pais. Livre para pensar e falar, agir comigo mesmo. Chefe Joseph, Discurso no Salão Lincoln, Washington D.C. 1879
posted by Nakai at Terça-feira, Novembro 04, 2003
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